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Estudo budista.

 Sejam '' Intelectuais que lutam'' pelo povo;

''Praticar o Sutra de lótus no mundo inteiro (Jambudvipa) depende da influencia do poder do Bodhisattva Mérito Universal. Propagra esse sutra por meio da luta do Konssen-rufu depende da proteção desse bodhisattva.'' (Gosho Zenshu)
''Vamos conquistar a paz por meio do diálogo com o poder da sabedoria da 'INTELIGÊNCIA GLOBAL'. Esta deve ser nossa determinação. Vivemos numa época em que a classe intelectual do primeiro escalão mundial passou a atestar a filosofia soka. Verdadeiro intelectual não quer dizer uma pessoa arrogante que possui profundo conhecimento. A vida Boshisattva Mérito Universal pulsa somente numa pessoa cuja atitude provém do juramento e do SENDO DE JUSTIÇA de proteger o povo.
Estudantes da SGI, dediquem-se aos estudos! Sejam corajosos! Dialoguem! Iluminem brilhantemente o futuro da humanidade por meio de grande luz do ''INTELECTUAL QUE LUTA"!

                                                               

DR.Daisaku Ikeda




O BUDISMO QUE TRANSFORMA OS CARMAS 

        Hoje , vamos falar sobre a transformação do carma, 

assunto extremamente importante para a religião.

Como o ser humano deve encarar as dificuldades e sofrimentos 

que surgem na vida ?

A profundidade da doutrina de uma religião deve ser medida pelo 

principio de transformação do carma.

O budismo nitiren é o insino que expõe claramente essa teoria 

    - O que é carma ? Todas as pessoas infrentam um carma de d

ificuldades e sofrimentos como, por exemplo, 

Doenças, acidentes ou desarmonia familiar .

O budimo explica que o carma é determinado pelas ações fisica , verbal e

 mental praticadas pelos individuos .

Ou seja , os sofrimentos vividos nesta vida são efeitos das causas 

negativas praticadas pela propria pessoa em existencias 

passadas. Em resumo, o individuo é responsavél pela propria felicidade 

ou infelicidade .

  - Mas se sua vida é pré-determinada pela sua própria ação do passado, 

não é melhor se conformar ?

alguns agem assim ; outros, se tornam pessimistas 

  - Os ensinos pré-sutra di Lótus elucidaram apenas a teoria do carma do

 passado e não expuseram que a ação do presente determina o futuro.

Assim,o individuo fica preso apenas ao carma imutável do passado. 

Clerigos mal intencionados se aproveitaram desta Teoria 

que somente por meio da oração deles é que as pessoas poderiam se 

libertar. Essas religioes então , passaram a ter poder 

e se tornaram altoritarias . 


Súmula das palavras proferidas pelo Reverendo Prior:
(Templo Shoboji, Brasil)


OKO = CERIMÔNIA EM RETRIBUIÇÃO AO BUDA PELAS DÍVIDAS DE GRATIDÃO


"A frase sagrada deste mês é a continuação do mês passado, e corresponde ao segundo trecho da escritura “Carta ao Monge Jakunichi”.
Nessa passagem, Nitiren Daishonin revela sobre o significado dele ter passado a se chamar “Nitiren”.
Gostaria de ressaltar em primeiro lugar, que penso não ser adequado considerarmos que o nome “Nichiren” é simplesmente um nome próprio, tal como o nosso.
Naturalmente que os nossos nomes são preciosos, já que os nossos pais ou pessoas de nosso vínculo escolheram desejando o nosso crescimento saudável e para que tivéssemos uma vida feliz. Porém, Nitiren Daishonin é o Buda Original e como tal, o seu nome “Nitiren” possui um profundo significado. Assim, ao nos referirmos a ele, devemos fazê-lo de forma apropriada.
Chamá-lo apenas de “Nitiren” vem a ser uma grande falta de respeito. Gostaria que se referissem a ele como “Nitiren Daishonin”.
Nós realizamos diariamente o gongyo e a recitação de daimoku. Um dos propósitos é o de louvar os Três Tesouros – Buda, Lei e Sacerdote. Nós estamos declarando que os Três Tesouros são gratificadores e maravilhosos. As palavras e ações que dignificam os Três Tesouros fazem com que lapidemos a nós mesmos.
Da mesma forma, devemos nos referir a Nitiren Daishonin sem suprimir o “Daishonin”, que é uma palavra que remete ao Buda e que expressa o respeito. Ou seja, referir a ele como “Nitiren Daishonin” é louvá-lo.

O Grande Mestre Tien-tai, que revelou a doutrina correta do Sutra de Lótus na Era da Formalidade do Darma, ensina o “Myoho-Rengue-Kyo” sob 5 perspectivas - nome, corpo, fundamento, função e ensino, na obra intitulada “Explanação do Sutra de Lótus (Hokke Gengi)”. Dentre essas perspectivas, a explanação sobre o “nome” consta em primeiro lugar, além da grande parte da obra ter sido dedicada para esse tema. Ou seja, nós recitamos diariamente o “Nam-Myoho-Rengue-Kyo” que possui um significado extremante profundo e amplo. Indica que o nome contém tal relevância.

Da mesma forma, há um significado importante no fato de Nitiren Daishonin ter passado a se chamar de “Nitiren”.
Com relação a esse significado, consta no “Capítulo Jinriki, 21º do Sutra de Lótus” citado nessa passagem, que na Era do Fim do Darma faria o advento uma pessoa como a “luz do sol e da lua” que iluminaria a escuridão da infelicidade de todos os seres. Por essa pessoa ser justamente Nitiren Daishonin, é que ele passou a se chamar assim, já que “sol” é tradução de “nichi” que consta do texto original em japonês.
Quanto ao “ren”, não consta dessa frase sagrada, mas há uma passagem no Capítulo Juji Yujutsu, 15º do Sutra de Lótus, onde os bodhisattvas da Terra são retratados assim:
Não se deixam ser maculados pelas leis da sociedade,
Tal como a flor de lótus n´água.

Bodhisattvas da Terra, conforme já sabem, são pessoas que se encarregaram da missão de propagar a grandiosa Lei do Nam-Myoho-Rengue-Kyo na Era do Fim do Darma, e que têm o bodhisattva Jogyo como líder. Essa passagem indica que tal como o lótus, que apesar de nascer em meio à lama, faz desabrochar uma linda flor sem ser maculado pelo lodo, essa pessoa, mesmo no mundo turvo e maléfico em que a vida das pessoas é impura, iria receber, manter e propagar genuinamente a Verdadeira Lei. O bodhisattva Jogyo renascido é Nitiren Daishonin, que integrou o “ren” ao seu nome, porque “rengue” em japonês, significa flor de lótus.
Na escritura “Carta à Senhora Dama do Suserano Shijo Kingo”, Nitiren Daishonin revela:

Para tornar claro nada melhor do que o sol e a lua. Haveria algo mais puro do que a flor de lótus? O Sutra de Lótus é o sol, a lua e a flor de lótus. Denomina-se, portanto, Myoho-Rengue-Kyo. Eu, Nitiren, também sou como o sol, a lua e a flor de lótus.

Ou seja, a denominação “Nitiren” indica precisamente, que é o Buda Original da Era do Fim do Darma.

A maioria das pessoas, quando ouve sobre “Buda” ou “bodhisattva”, associa à imagem majestosamente ornamentada. De fato, como nos Sutras anteriores ao de Lótus está revelado sobre um Buda, a quem são atribuídos “32 sinais de perfeição e 80 características menores de excelência“, tal imagem vem facilmente a nossa mente.

Ou seja, o fato de ter sido utilizada a expressão “essa pessoa”, e não “Buda”, “Tathagata” ou “bodhisattva”, e sim, “pessoa”, indica que se “mostrará na forma de mortal comum (jido bonpu)”. Ou seja, que o bodhisattva Jogyo - cuja verdadeira condição é a de Buda Original do longínquo passado que faz o advento na Era do Fim do Darma, realiza-o na forma de pessoa comum, como nós.

De fato, o bodhisattva Jogyo – que naturalmente é Nitiren Daishonin em pessoa, revela e propaga o Nam-Myoho-Rengue-Kyo na Era do Fim do Darma. Entretanto, nessa passagem, ele se refere como “mensageiro”, evitando uma associação direta. Porém, com base na sua afirmação, que consta da frase que lemos respeitosamente no mês passado: “Eu, Nitiren, sou o primordial Devoto do Sutra de Lótus do Japão. Dentro do Japão, somente eu, Nitiren, já li a composição de vinte versos do Capítulo Kanji.”, podemos compreender que de fato, nessa passagem, Nitiren Daishonin evidencia claramente que é o bodhisattva Jogyo renascido.

Nessa ocasião, Nitiren Daishonin estava residindo no Monte Minobu, o que parecia ser uma “aposentadoria”. Entretanto, o estabelecimento de Nitiren Daishonin em Minobu não é um mero afastamento por desgostar das perturbações da sociedade ou para viver tranquilamente pelo resto de sua vida. Não foram esses, os seus propósitos. Foi para se preparar para transmitir, pela eternidade, essa Verdadeira Lei e Verdadeira Doutrina para o futuro, e para a propagação irrestrita da Lei no futuro. Assim, Nitiren Daishonin afirma que, apesar de ter se afastado de um local com tráfego intenso de pessoas e se mudado para um lugar tranqüilo entre as montanhas, continuava a realizar os exercícios de shakubuku da mesma forma que antes, para que muitas pessoas viessem a receber e manter a Verdadeira Lei.

Conforme está claro na frase do Sutra citada anteriormente, uma pessoa como “a luz do sol e da lua” faria o advento na Era do Fim do Darma para revelar e propagar a grandiosa Lei que salva todos os seres. E assim, Nitiren Daishonin cita como prova baseada nas escrituras, que o Buda Sakyamuni, ele próprio, afirma claramente que as pessoas na Era do Fim do Darma, que possuem uma fé genuína no Budismo, deveriam receber e manter a grandiosa Lei que seria propagada por essa pessoa, e que, com isso, os seres da Era do Fim do Darma, sem falta conseguiriam atingir a Iluminação.

Ou seja, essa frase do Sutra é uma recomendação do Buda Sakyamuni a nós, seres da Era do Fim do Darma, para seguirmos o Devoto do Sutra de Lótus, uma pessoa como “a luz do sol e da lua” encarregado da missão de conduzir os seres na Era do Fim do Darma, ou seja – o Buda Original do longínquo passado, que é o bodhisattva Jogyo renascido, e recebermos, mantermos e praticarmos sinceramente a grandiosa Lei estabelecida por ele. São ao mesmo tempo, palavras que incentivam a ampla propagação dessa grandiosa Lei no mundo.

Essa grandiosa Lei é justamente o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, que por sua vez, foi revelado na forma de Três Grandes Leis Secretas: Objeto de Devoção, Supremo Santuário e Daimoku do Portal Original. Portanto, o verdadeiro caminho da Iluminação está em crer e praticar a grandiosa Lei, das Três Grandes Leis Secretas, seguindo a doutrinação de Nitiren Daishonin - a pessoa que possui um poder como “a luz do sol e da lua”, ou seja, em recitar o daimoku do Nam-Myoho-Rengue-Kyo para o Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, avançar em prol da propagação irrestrita da Lei (kosen-rufu) e praticar o shakubuku.

A luz do sol proporciona benefício a tudo que possui vida. A nossa missão também é assim. Devemos transmitir as virtudes desse Nam-Myoho-Rengue-Kyo para muitas pessoas.
Cientes da grandiosa benevolência contida no nome de Nitiren Daishonin, de salvar todos os seres, e com orgulho da nossa condição, de sermos seus discípulos e adeptos, desejo que cada um de nós possa se tornar uma pessoa capaz de se dedicar aos exercícios da prática da fé para si e para os outros, e de servir em prol da propagação da grandiosa Lei e do kossen-rufu, sem a obsessão de buscar tão somente a realização de desejos ou satisfações pessoais.

Quanto a cada um dos senhores, gostaria que refletisse mais uma vez sobre isso e, manifestando a decisão e o sentimento de benevolência, enérgicos como o sol, desejo sinceramente que se dediquem ainda mais à recitação do daimoku e ao shakubuku.

Desejando sucesso e saúde cada vez mais vigorosos para os senhores, faço desta a preleção de hoje.
Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores, hoje, nesta cerimônia em retribuição ao Buda pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado pela sua atenção."
"Não é sensato achar que um dia tudo dará certo. O importante é agora. Se não atuar completamente agora, não poderá esperar nada no curso da sua vida." 





Ketimyaku = Transmissão da Pulsação vital da Lei

fonte: complicação de goshos do Templo Kaidozan Shoboji, Revistas Kaisen n°s: 107), teste de conhecimentos básicos da Nichiren Shoshu para a concessão de Gohonzon.


(nesta foto: Nikken Shonin, Nitatsu Shonin, Nichijun Shonin, Nissho Shonin, Nissho Yagui, Nichijun Fujimoto)


Na escritura "Sobra a Doutrina da Transmissão da Pulsação Vital da Lei", nosso Mestre da Vida, o Buda Original Nitiren Daishonin enfatiza:


"EU NITIREN, ALMEJO FAZER COM QUE TODOS OS SERES DO JAPÃO CREIAM NO SUTRA DE LÓTUS E RECEBAM A TRANSMISSÃO DA PULSAÇÃO VITAL PARA ATINGIREM A ILUMINAÇÃO." (Zenshu, pág. 1337, Shinpen, pág. 514/em 11 de fevereiro de 1272, aos 51 anos)


Ou seja, isso significa que, sem a transmissão da pulsação vital da Lei, jamais poderemos atingir a Iluminação e trilharmos o caminho do Buda, por mais que recitemos o Nam Myoho Rengue Kyo!


KETIMYAKU refere-se a transmissão do CORPO DA LEI e à TRANSMISSÃO DA FÉ.


A Transmissão da Pulsação Vital do Corpo da Lei refere-se à transferência do Corpo da Lei do fundador, Nitiren Daishonin ao Segundo Sumo Prelado, Nikkô Shonin, e depois ao Terceiro Sumo Prelado Nitimoku Shonin e aos sucessivos Sumo Prelados até ao atual 68º Sumo Prelado Nichinyo Shonin.
É a transmissão da sucessão única no qual nada é perdido.


A Transmissão da Pulsação Vital da Fé é a transmissão obtida através de receber e manter a prática da fé do Verdadeiro Budismo de Nitiren Daishonin na Nichiren Shoshu, seguindo as orientações dos sucessivos Sumo Prelados, através do qual se obterá o verdadeiro benefício de atingir o Estado de Buda na forma presente – Sokushin Jôbutsu.


Nitiren Daishonin disse: “mesmo que abrace o Sutra de Lótus, se não tiver a Pulsação Vital da Fé, não terá benefícios”.


Nitiren Daishonin, nosso fundador, possuidor de profunda benevolência e salvador de todos os seres do dez mil anos da Era do Fim do Darma, definiu Nikko Shonin como o grande mestre profundamente versado no Portal Original e, juntamente com este Dai-Gohonzon, transmitiu-lhe a totalidade de sua doutrina declarando:
"TRANSFIRO A BYAKUREN AJARI NIKKO TODA A LEI QUE EU, NITIREN, PROPAGO POR TODA A VIDA. ESTE DEVE SER TOMADO COMO O GRANDE LÍDER E PROFUNDO CONHECEDOR DO PORTAL ORIGINAL. QUANDO O SOBERANO DA NAÇÃO ESTABELECER ESTA LEI, DEVE-SE CONSTRUIR O SUPREMO SANTUÁRIO DO PORTAL ORIGINAL" (Zenshu, pág. 1675)


(67° e 68° Sumo Prelados da Nichiren Shoshu)


Como há mais de setecentos e cinquenta anos a Nichiren Shoshu vem preservando as formalidades, rituais e essência do Verdadeiro Budismo de Nitiren Daishonin, essa cerimônia de Ketimyaku vem sendo realizada de forma digna de cada Sumo Prelado para aquele que julga ser seu discípulo mais fiel e que melhor se adequa aos ensinamentos doutrinários do Buda Original.


Primeiramente, Nitiren Daishonin transmitiu a totalidade de seus ensinamentos para Nikko Shonin, depois, Nikko Shonin a transmitiu para Nichimoku e assim por diante até os dias atuais.


Embora o 66° Sumo Prelado Nittatsu Shonin tenha falecido antes de realizar a cerimônia de transmissão, Nikken Shonin foi indicado unanimamente para a sua sucessão devido ao seu desejo anteriormente expresso pelo fato de Nikken Shonin ser em primeiro lugar, seu discípulo mais próximo e o que mais correspondia às suas expectativas.


Recentemente, no ano 2000, seguindo esta mesma tradição, houve a entronização de Nichinyo Shonin como 68° Sumo Prelado da Nichiren Shoshu.


Vivemos numa época muito conturbada, cheia de astúcias, imoralidades e coisas ruins. Desta forma, kentimyakku vem a ser um oásis no meio desta nossa dura realidade, pois trata-se em outras palavras, de manter a essência pura do Budismo de Nitiren Daishonin sem moldes, sem repaginadas. Ou seja, sem manchá-los pelos vícios da sociedade e sim, mantendo as virtudes de nosso mestre da vida, Nitiren Daishonin, afinal, seus ensinamentos dourados, embora tenham sido escrito há mais de setecentos anos, pela sua sabedoria iluminada, pela sua profunda benevolência búdica, são totalmente aptos para a nossa atualidade.

Como ser feliz - o Budismo Nitiren e o Movimento Humanístico da Soka Gakkai Internacional

Certa vez um rapaz andava pela praia e observava as ondas do mar.Elas iam e voltavam.Não importava o que as pessoas na praia fizessem.As crianças pequenas que brincavam à beira do mar ficavam assustadas quando uma onde se aproximava, mas logo riam com a brincadeira.Os surfistas iam até mais longe buscar a onda perfeita.Nem todos conseguiam realizar suas manobras e então caiam no mar, mas outros conseguiam e usavam as ondas, por maiores que fossem, para se divertirem;quanto maiores, melhores!

Como ser feliz?
Talvez essa seja uma das perguntas mais difíceis de ser respondida, mas com certeza a que mais as pessoas procuram por respostas.Nem preciso dizer que poucas afirmam terem encontrado-a.

Como as pessoas da praia, nós, todos nós, vivemos num mar de sentimentos e situações.Ora nos sentimos felizes, ora tristes.Como as ondas, sentimo-nos incapazes de controlar as situações, e as emoções acontecem.Uma ligação com uma notícia ruim no meio de uma festa pode nos tirar da grande alegria do momento e colocar-nos imediatamente pra baixo; uma ligação em um momento difícil com a notícia de a promoção de um emprego pode também nos deixar tão felizes que pulamos de alegria!.Todas essas e tantas outras situações parecem acontecer sem controle algum de nossa parte.O que nos resta é somente viver o que acontece e esperar pelo melhor.Alguns, sendo mais pro-ativos e otimistas dizem que ‘não, devemos ir à luta e nos esforçarmos’ assim como o surfista que busca a melhor onda.Mas será que só o esforço é o suficiente?Quantos de nós não nos vimos frustrados perante um desejo não realizado ou algo não conquistado apesar de todo nosso esforço?Como o surfista que consegue a melhor onda mas, não conseguindo lidar com ela, cai no mar e é levado pelas ondas até a margem?

Por outro lado, quando penso em felicidade, penso em sofrimento e quando penso em sofrimento, penso em problemas.Seria esse o elo entre um e outro?O oposto de felicidade seria o sofrimento e a causa do sofrimento seria os problemas?
Encontrei no Budismo a resposta para essa e tantas outras perguntas que eu tinha desde minha adolescência.
O fato é que estamos acostumados a ver realmente a ligação entre problemas e sofrimentos e, por certo ponto, isso parece até razoável: quando tenho problemas sofro, quando não os tenho, estou feliz.Mas essa é uma visão muito simplista das coisas, não é mesmo?

O ponto importante nessa questão é que problemas não significam sofrimento e que felicidade não é ausência de problemas.
“Oras! Mas como você pode dizer um absurdo desses?!”, disseram uma vez.
Concordo que parece um absurdo, mas vou explicar porquê não o é.
Em sua Escritura “A felicidade neste mundo”, o Buda Nitiren Daishonin diz:

“Não há maior felicidade do que ter fé no Sutra de Lótus.Este nos promete ‘paz e segurança na vida presente e boas circunstâncias na próxima’”.

“Sutra de Lótus” é a mais Suprema Escritura Budista na qual Buda revelou o caminho direto para a felicidade e indica na frase acima praticar este Budismo.
“Não há maior felicidade” indica que com a nossa prática budista seremos tão felizes que pularemos de alegria a todo o momento.Sentiremos uma profunda satisfação e paz em nosso ser porque praticamos o Budismo.

Certa vez, um discípulo do Buda, que era muito fervoroso em sua fé budista, chamado Shijo Kingo, questionou o Buda através de uma carta na qual dizia que ele havia abraçado o Budismo com a promessa de que “este [Sutra de Lótus] nos promete ‘paz e segurança na vida presente e boas circunstâncias na próxima”, mas que há algum tempo os problemas recaíam sobre ele como chuvas após chuvas.
O questionamento de Shijo Kingo é, sob um ponto de vista, mais que natural.Entretanto, a visão budista é tão profunda que vai muito além da questão “ter ou não ter algo”.
O Budismo explica que “felicidade não significa ausência de problemas, mas ser capaz de vencer cada um deles”.Ou seja, ser feliz vai além de conseguir aquilo que se quer, mas é uma questão muito mais duradoura.Claro que ter as coisas, conseguir aquilo que se deseja, faz parte da prática budista. Mas o budismo quer nos levar além disso.Quer nos elevar á uma condição onde seremos sempre felizes.
“Isso é possível?!” alguns se perguntam.
E a resposta é bem simples: sim, é possível.
Parece difícil porque costumamos associar problemas com sofrimentos e isso é um erro.
“Mas se eu não consigo algo que eu quero eu sofro, fico triste, não é assim?”.
Claro que é.Eu também, se não consigo algo não é legal, ás vezes fico até mesmo meio pra baixo sabe, mas a visão budista é tão profunda que nos leva a uma percepção diferente de tudo isso.
Certa vez ouvi alguém dizer que “problemas são inevitáveis mas o sofrimento é opcional”, e isso é bem verdadeiro. A questão é que como as pessoas na praia se sentem impotentes diante das ondas, nós nos sentimos impotentes diante dos problemas que vivemos e , portanto, não nos sentimos qualificados ou capazes de vencê-los.Ora pedimos a alguém de fora, que julgamos ter mais capacidade para nos ajudar, ora decidimos desistir e não lutar mais por aquilo que desejamos.E assim vamos vivendo nossa vidinha da forma que der.
O budismo busca quebrar esse ciclo negativo; essa inércia destrutiva e dar início a um novo movimento, um novo ciclo no qual tudo que vivenciamos, tudo que vivemos, adquire um novo significado em nossa vida; um significado de valor e criação; positividade e construção.

Felicidade no budismo é a capacidade de vencer todo e qualquer problema que temos que enfrentar.Vou repetir: Felicidade no budismo é a capacidade de vencer todo e qualquer problema que temos que enfrentar.
Quando nós somos capazes de vencer todo e qualquer problema que vivemos, o que fazemos  com esse ato? Com esse ato nós damos a oportunidade de vivermos uma vida mais produtiva, rica e melhor.Criamos a condição de ser sempre felizes, pois é uma condição que não se abala.Passamos a vivenciar tudo de forma melhor, progressiva, positiva e benéfica.Mesmo o que antes nos deixava chateados passa a ter uma nova função: nos faz crescer e muito além disso, nós usamos aquela aparente decepção ou derrota como fonte de progresso e vitória muito além do que achávamos.Isso é o mesmo que o surfista que apesar de conseguir a melhor onda e acabar caindo com ela e sendo arrastado pelas águas até a margem ser capaz de após aquele episódio aprender com a situação e pegar uma onda bem maior e dar um “show” como surfista.E além disso ele ainda leva de bônus a oportunidade de mostrar aos colegas como venceu e estimulá-los a desafiarem a si mesmos também. Com a prática budista somos igualmente capazes de ajudar aos outros a trilharem o mesmo caminho de crescimento, desenvolvimento e vitória.

No budismo, somos todos iguais, não importando realmente a classe social, cor, sexo, orientação afetiva, nacionalidade ou qualquer outra característica.Isso é realmente muito verdadeiro!

O que tenho experimentado com minha prática budista é um novo movimento em minha vida que não é somente superficial, ao contrário, é profundo e tem fincado raízes nas profundezas de minha vida de tal forma que em meu rosto as pessoas podem notar a diferença.

Ter a condição de realizar o que quisermos e ser feliz em sua forma mais plena é uma oportunidade muito grandiosa.Porque, afinal,das contas, Buda foi um eterno vencedor.

As pessoas acabaram mistificando a pessoa de Buda e o colocaram num nível mais alto que o nosso e quando colocamos algo acima de nós automaticamente nos colocamos abaixo.Buda era uma pessoa comum que se iluminou para a Lei da Vida, e isso significa livrar-se da ilusão que vivemos, ou seja, passar a compreender tudo aquilo que vivemos a cada momento. Não era alguém acima de nós. O desejo de Buda era justamente mostrar que todos nós temos a exata mesma condição de realizar o que ele realizou, não ficando dependente das coisas e pessoas externas;Nos fazer entender que somos o ponto ativo de toda a transformação em nossa vida. Isso é chamado de liberdade absoluta. Em termos budistas chamamos isso de Estado ou Natureza de Buda.Claro que ter e manifestar o Estado de Buda são coisas diferentes.
Atingir ou revelar esse Estado significa ser capaz de dominar seu mundo e suas circunstâncias; como no caso dos surfistas, significa ter pleno domínio das ondas usando-as para seu crescimento e melhor desempenho no esporte.
 Nosso “esporte da vida” também pode ser feito da melhor forma, onde seremos sempre ganhadores, ou seja, onde independente do que aconteça seremos capazes de vencer e crescer infinitamente como seres humanos e, além disso, seremos capazes de ajudar aos outros.Esse processo de crescimento e aprimoramento chama-se Revolução Humana.

A Revolução Humana é uma revolução interior que tem início com a prática budista.O mundo já experimentou uma série de Revoluções, dentre as mais famosas temos: Revolução Francesa, Revolução Industrial,Revolução Russa entre tantas outras.Mas nenhuma delas provou ser realmente eficaz. Não é mudando ou governo ou o sistema econômico que uma nação será feliz.As pessoas só serão felizes quando realizarem sua Revolução Interior – A Revolução Humana – pois esta nos dá a condição de transformar à partir do interior e a partir daí terá início a mudança exterior.Não quero dizer com isso que não devemos cobrar nossos governantes ficando a mercê deles.Não.O que quero dizer é que somente cobra-los não é garantia de resolver os problemas de nosso país.É importantíssimo prestar atenção em quem se vota e se o que foi prometido está sendo cumprido, pois isso é bom senso e o mais correto. Por outro lado, devemos nos concentrar e entender que a Revolução Interior é o que nos conduzirá à verdadeira felicidade, onde, como já foi mencionado acima, seremos capazes de vencer todo e qualquer problema e questão que tenhamos que enfrentar.

O Budismo não é uma religião do ponto de vista tradicional que temos.Ou seja, não é algo cheio de dogmas; de coisas que pode e não pode; de restrições e prisões.Pelo contrário, é uma filosofia (ou religião, se olharmos de forma diferente o papel da mesma) que nos conduz a liberdade como seres humanos.

Sempre digo que a prática budista é um direito e não um dever. O verdadeiro papel de uma religião em nossas vidas deve ser o de promover nosso crescimento e desenvolvimento como seres humanos; proteger nossa humanidade e nossa paz, interna e externa.Mas quantos não foram e são enganados por pessoas que se dizem líderes religiosos?Que usam a boa fé das pessoas para ganho pessoal e escravidão espiritual? Quantas guerras não ocorreram e ocorrem atualmente em nome da religião?
O Budismo, nesse sentido, não pode, portanto, ser considerado uma religião, pois não impõem nada nem restringe a vida dos seus adeptos.Ele dá novo significado a existência de cada pessoa, mas sabe que cada um tem sua vontade, que se chama livre arbítrio.Dar novo significado a existência ou a vida da pessoa significa colocar as coisas de um prisma ou visão diferente, muito mais profundo e produtivo, onde podemos colher sempre o melhor de tudo e vivenciar um crescimento e felicidades contínuas.Significa entender porque temos que surfar nos mares dessa vida e como usar as ondas para nosso proveito e também para dos outros.
Isso não é mera retórica, ou seja, questão de somente falar bonito, como dizem.É uma mudança real que pode ser experenciada em curto prazo, claro que vai de acordo com o empenho da pessoa e respeitando o tempo de cada um.De forma concreta, se praticar este Budismo com afinco, seriedade e sinceridade por 3 meses e não obter uma mudança significativa em sua vida, eu seria capaz de desistir dessa prática no mesmo momento.

Para dar suporte à minha prática budista participo das atividades de uma Organização budista chamada Soka Gakkai que significa Sociedade para Criação de Valores Humanos. Criação de Valores Humanos significa criar pessoas que são capazes de viver uma vida positiva e benéfica para si e para os outros. Essa organização está presente em aproximadamente 90% dos países do mundo e é através dela que aprendemos a correta prática budista nos dias atuais.
Talvez o budismo seja visto em nosso país como uma religião onde as pessoas vistam roupas orientais, raspam suas cabeças, ficam sentadas entre incensos todos os dias e vivem uma vida um tanto distante do que estamos acostumados e que para sermos budistas devemos abandonar uma boa parte, senão a maior parte, dos nossos costumes.
Essa concepção está errada.

O Budismo, como visto dentro da Soka Gakkai, é uma filosofia do respeito e liberdade.Respeitando as características de cada um a Soka Gakkai promove uma prática budista que vai em direto acordo com o desejo do próprio Buda – a paz e a felicidade de cada pessoa.Afinal, nada mais natural do que lidarmos com os problemas que vivemos: a dona de casa que tem dificuldades em cuidar de tudo; o marido que tem problemas no trabalho; a moça que sofre com o namorado; o rapaz que não se dá com o irmão; a criança que tem problemas na escola ou em casa etc. Todos os esses problemas a prática budista é capaz de resolver, ou melhor, somos capazes de resolver com a prática budista.

Eu também tenho meus problemas, afinal não é porque me tornei budista que eles simplesmente desapareceram.Como eu disse anteriormente, felicidade não significa ausência de problemas, mas a capacidade de vencê-los e transforma-los em uma ferramenta para a felicidade.
O interessante é que minha prática budista é orientada de forma que eu possa lidar com todos os problemas do cotidiano de uma pessoa que mora em cidade grande, por exemplo.O trânsito difícil, as poucas horas para descanso, a poluição, os filhos, a família, a namorada etc, tudo é abarcado dentro da prática.Dentro da Soka Gakkai ouvimos relatos e mais relatos de verdadeiras transformações, verdadeiras “Revoluções Humanas” em todo o Brasil e no mundo todo.A prática religiosa, nesse sentido, torna-se um prazer e não um peso, um fardo.

Nada de conceito de pecado ou punição.Tudo é causa e efeito.
Por exemplo, minha mãe fuma. Jamais ela irá ouvir dentro da Soka Gakkai que “você não pode fumar para ser budista!”. O que ela irá ouvir são duas coisas: “Você sabe que fumar é prejudicial, não é mesmo?” e “mas caso queria parar tenha convicção que a prática budista irá auxilia-la no processo de forma que você virá a parar de fumar realmente.”
Conscientes da Lei de Causa e Efeito, nós sabemos a direção a seguir.Uma religião baseada no medo, seja no medo que após a morte podemos cair no inferno ou a constante atormentação e culpa por algo que fizemos, uma religião assim só consegue manter seus adeptos pelo medo.

O Budismo, por outro lado, é uma religião baseada no bom senso, sabedoria e respeito à dignidade da Vida. A Lei de Causa e Efeito é nosso ponto de retorno para saber de nossas ações, palavras e pensamentos.Não há alguém que julgue ou determine nossa felicidade ou infelicidade, mas somente nós mesmos.

A Soka Gakkai desenvolve uma série de atividades tais como Reuniões de Diálogo em pequenos grupos, exposições dos mais variados temas, reuniões de Estudo do Budismo, palestras sobre drogas e sexualidade, gincanas entre outras atividades.Além disso, a Soka Gakkai possui uma grande variedade de grupos, chamados de Grupos Horizontais, nos quais os praticantes budistas podem se aperfeiçoar recebendo treinamento tanto na atividade do grupo como também na prática da fé do budismo.Esses grupos podem ser de pode ser Coral, Dança,Música,Enfermagem,Transportes Especializados, Apoio ás Atividades Budistas, Limpeza, Ornamentação entre outros.Tudo isso com o propósito de mostrar o Budismo como uma filosofia ativa e atuante em nossa sociedade ao invés do comum conceito de religião estática e inerte.

No Brasil, ela é chamada de BSGI – Associação Brasil Soka Gakkai Internacional -  e está presente em todo o território nacional com mais de 5 mil pontos de atividades de diálogo que costumam ter cerca de 10 a 20 pessoas (reuniões de bloco).
Além disso, na Soka Gakkai temos uma pessoa que é referência como praticante do Budismo que se chama Daisaku Ikeda.Referência não somente pelo tempo que é budista (converteu-se em 1949), mas principalmente pelo belíssimo trabalho que desenvolve junto aos membros da Soka Gakkai e com a comunidade internacional voltado para a paz, cultura e educação além de ações pelo meio ambiente, abolição das armas nucleares, auxílio aos refugiados, soluções dos conflitos que assolam a humanidade e apoio à dignidade da vida.

Como foi proposto no começo deste texto, “como ser feliz?”, tenha plena convicção de que praticando o budismo todas as pessoas são capazes de conseguir a resposta para essa pergunta experimentando uma mudança interior e exterior nunca antes vista.
Essa mudança foi poeticamente descrita no prefacio da obra de Daisaku Ikeda chamada “A Revolução Humana” cujas vendas somadas à obra “Nova Revolução Humana”, já passam de 46 milhões de exemplares e que conta a história dos membros da Soka Gakkai em sua luta pela transformação pessoal e de suas comunidades.
O prefácio diz:

“A grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa será um dia capaz de transformar o destino de um país e além disso, será capaz de transformar o destino de toda a Humanidade”.

Meu sincero desejo é transmitir essa filosofia tão coerente e realizadora para cada pessoa de forma que cada um, uma vez trilhando o caminho da prática budista, seja feliz em sua forma mais profunda e que com essa transformação a mudança do atual rumo de nosso país e nosso planeta sejam redirecionados para a paz e felicidade de todas as pessoas.

Diz um trecho da canção da Soka Gakkai chamada “Canção da Paz Mundial”:

 A Voz que canta a canção/ é o eco da nação/ as fronteiras vão se abrir /todos os povos a sorrir/ guerras, fome não há mais / é a era da paz!/ um arco íris no céu/ o mundo é de cor/ companheiros de luta! Enfim a paz mundial!

Meus sinceros desejos de paz, saúde e prosperidade a todos!

>>>Texto de caráter pessoal cujo objetivo é somente divulgar as atividades da Soka Gakkai Internacional (SGI) e o Budismo de Nitiren Daishonin. Pode ser livremente repassado desde que para os mesmos fins. Em caso de citação parcial, não criar ambigüidade no conteúdo do mesmo e citar o autor.




Autor :

Rick Friano







Gongyo e Orações silenciosas:

fonte: liturgia da Nichiren Shoshu do Brasil, Templo Kaidozan Shoboji

O gongyo (recitação da liturgia) significa literalmente PRÁTICA ASSÍDUA.

Na Nichiren Shoshu o mais importante significado do Gongyo encontra-se nos títulos e nos conteúdos das próprias frases das ORAÇÕES SILENCIOSAS.

A primeira oração é o oferecimento pelos SHOTEN ZENJIN (Deuses Budistas) que são sustentados pelos benefícios da Lei Mística (Gohonzon).

A segunda oração é o oferecimento ao Dai-Gohonzon, o único Verdadeiro Objeto de Devoção (Honmom no Honzon), absoluto e ortodoxo das Doutrinas Essenciais, que é a incorporação da Pessoa e Lei (Ninpo-Ikka), na qual a Pessoa é o Buda Original Nitiren Daishonin e a Lei é o Nam Myoho Rengue Kyo.

A terceira oração é o oferecimento aos Três Tesouros do Budismo, que são: o Tesouro do Buda, Nitiren Daishonin, o Tesouro da Lei, Nam Myoho Rengue Kyo e o Tesouro do Sacerdote, Nikko Shonin, Nichimoku Shonin e todos os sucessivos Sumo Prelados da Nitiren Shoshu.

Na quarta oração oramos pela concretização da Grande Aspiração do Kossen-rufu, pela erradicação dos efeitos dos atos passados contra a Lei e pela iluminação nesta e em todas as vidas futuras.

Na quinta oração, oramos por todos os antepassados falecidos, começando pelos pais e irmãos. E por fim, oramos pela salvação de todos os seres.

O segundo significado de se realizar o Gongyo é o oferecimento de nossas sinceras manifestações aos Quatro Tipos de Débitos de Gratidão.
Oferecemos a segunda e terceira oração como Retribuição peloDébito de Gratidão aos Três Tesouros do Budismo (Buda, Lei e Sacerdote).
Na quarta oração oramos pela salvação de todos os seres e para retribuir aos Débitos de Gratidão a eles, e também pela concretização do Kossen-rufu.
A quinta oração relaciona-se com a retribuição ao Débito de Gratidão aos pais, antepassados e a todos os seres.

O terceiro significado é que este é o único Gongyo baseado na Transmissão da Herança da Lei e nas cerimônias e procedimentos (Kegui) de ensino do Budismo de Nitiren Daishonin.
Este Gongyo é a base da fé para a única e verdadeira prática na Era de Mappô, conforme os ensinamentos do Buda.

O quarto significado é que quando realizamos o Gongyo, nos banhamos no mar de benefícios do Gohonzon e desenvolvemos a vida de plena felicidade.
O Gongyo é a fonte geradora da força através da qual alcançamos o Estado de Buda.

O quinto significado é que através do nosso exercício diário do Gongyo, podemos polir e depurar nossos corpos e corações impuros, maculados pela calúnia à Lei, purificando os seis sentidos. Aqui está a importância de se realizar o Gongyo.

Cumprimos a nossa prática do Gongyo como discípulos e adeptos de Nitiren Daishonin, compreendendo e baseando nos significados aqui mencionados. Assim, acumulamos virtudes e grande boa sorte em nossas vidas enquanto nos empenhamos na concretização do Kossen-rufu - a Grande Aspiração do buda Original, Nitiren Daishonin.


ATITUDE E POSTURA DURANTE O GONGYO

quando se oferece a recitação do Gongyo e Daimoku ao Gohonzon, deve-se ter aparência, postura e atitudes corretas, e sobretudo, um profundo respeito ao Gohonzon.
Pode-se estar sentado numa cadeira sem cruzar as pernas ou no chçao, à maneira tradicional japoneza chamada SEIZA.
Portanto, deve-se sentar com o tronco ereto, com as palmas das mãos unidas em oração na altura do peito e os cotovelos repousados naturalmente nas laterais do corpo.

Ao recitar o Gongyo ou o Daimoku, os olhos devem focalizar o ideograma MYO (a terceira letra da linha central de cima para baixo).
Deve-se recitar de maneira vigorosa e correta, pronunciando claramente cada palavra e sílaba.
A velocidade e o volume devem ser adequados.
Ao ler as orações silenciosas, deve-se concentrar plenamente em oferecer de coração essas orações ao Gohonzon.

Durante o Gonyo, às vezes a pessoa tempensamentos ao acaso e distraídos. Entretanto, não deve ser dominada por tais pensamentos.
Deve-se ter uma forte convicção de que quando se pratica este exercício Budista, sem qualquer dúvida, será capaz de fazer manifestar o maior dos benefícios em sua vida.

dia após dia, deve-se conduzir a prática com espírito renovado e apresentar o máximo de esforço para fazer o Gongyo melhor e mais concentrado possível.

Normalmente, oferece-se o Gongyo duas vezes ao dia: de manhã e a noite.
Apesar de não haver uma hroa determinada ou convencionada para realizar o gongyo, deve-se escolher uma hora que seja a mais adequada de acordo com o seu estilo de vida e se esforçar para fazer com que o Gongyo seja o aspecto mais importante da vida diária.


PRIMEIRA ORAÇÃO:
Oferecimento pelos Shoten Zenjin

Oro sinceramente pelo aumento do poder da prática de proteção durante o dia e a noite de Daibontennô, Taishakutennô, Daini-tennê, Daiga'-tennô, DaimyôJôtennô e todos os outros Shoten Zenjin, protetores iluminados do Sutra de Lótus, que são nutridos pelos benefícios do Gohonzon.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.


SEGUNDA ORAÇÃO:
Oferecimento do Dai-Gohonzon

Devotando-me respeitosamente ao Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Honmon, o âmago do Capítulo Juryo dos Ensinos Essenciais, a Lei Suprema oculta em suas profundezas, a fusão mística da Lei Original insondável com a Sabedoria do Buda de Kuon ganjo, a Entidade do Buda de sabedoria inerente e perfeita, a coexistência eterna dos Dez Mundosa incorporação do Itinen Sanzen, a unicidade de Pessoa e Lei, apresento a minha gratidão pelo seu imenso poder benevolente e oro sinceramente para que os Seus benefícios sejam cada vez mais amplos.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.


TERCEIRA ORAÇÃO
Oferecimento aos Três Mestres

Devotando-me respeitosamente ao Fundador Nitiren Daishonin, o Buda Original de Ilimitada benevolência que revelou a Verdadeira Causa Mística, à sua Entidade que abrange os Três Atributos Iluminados e estes englobam o seu Ser, cujos benefícios permeiam as Três Existências, dotado das Três Virtudes de Soberano, Mestre e Pais, apresento a minha gratidão pelo seu imenso poder benevolente e oro sinceramente para que os Seus benefícios sejam cada vez mais amplos.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.

Devotando-me respeitosamente ao Segundo Sumo Prelado Byakuren Ajari Nikkô Shonin, na relação de Yuiga Yoga, o Grande Mestre Iniciador da Propagação do Budismo de Honmon que recebeu diretamente do Buda Original Nitiren Daishonin a Herança da Lei, apresento a minha gratidão pelo seu imenso poder benevolente e oro sinceramente para que os seus benefícios sejam cada vez mais amplos.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.

Devotando-me respeitosamente ao Terceiro Sumo Prelado Niidakyo ajari Nitimoku Shonin, o Mestre do Trono da Lei na época do Kossen-rufu de Itienbudai, apresento a minha gratidão pelo seu imenso poder benevolente e oro sinceramente para que os seus benefícios sejam cada vez mais amplos.

Recite silenciosamente, três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.

Devotando-me respeitosamente a Nitido Shonin, Nitigyo Shonin e a todos os sucessivos Sumo Prelados, mestres que possuem a Herança da Lei, apresento a minha gratidão pelo seu imenso poder benevolente e oro sinceramente para que os seus benefícios sejam cada vez mais amplos.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.


QUARTA ORAÇÃO
Oração Pela Propagação Mundial

Oro sinceramente pela concretização da grande Aspiração - o Kossen-rufu, a propagação mundial do Budismo da Verdadeira Causa Mística.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.

Oro pela extinção dos efeitos de minhas inúmeras calúnias à Lei desde o longínquo passado até o presente, de modo que eu possa atingir a grande aspiração, nesta e em todas as existências futuras.

(ofereça aqui suas orações pessoais)

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.


QUINTA ORAÇÃO
Oração pela Concessão de Benefícios

Oro para que todos os meus antepassados, bem como todos os adeptos e iniciantes da Nichiren Shoshu falecidos e seus antepassados, possam atingir o Estado de Buda.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.

Que os benefícios equitativos do Gohonzon se espalhem por todo o universo de modo que eu, juntamente com todos os outros seres, possa seguramente atingir o Estado de Iluminação.

Recite três vezes o NAM MYOHO RENGUE KYO.

” Quanto maiores a dor e a tristeza, maior será a felicidade que os aguarda”

Mesmo que sofram desapontamentos e reviravoltas continuem avançando e não sejam derrotados. Se vocês tiverem essa forte determinação no coração, já estarão a meio caminho da vitória.
A felicidade ou infelicidade de uma pessoa não depende de suas posses materiais. Mesmo uma família rica e aparentemente invejável pode estar enfrentando algum problema sério que não seja evidente para os outros.
Quanto maiores a dor e a tristeza, maior será a felicidade que os aguarda.
Uma existência digna de respeito é levar a felicidade e o bem-estar aos seus semelhantes.
Não sejam do tipo de gente mesquinha que depende sempre de alguém, que empurra a responsabilidade para os outros, ou que espera que alguém faça algo por você. Se vocês se permitirem tornar-se pessoas negativistas e queixosas, sempre inclinados a inveja e ao desprezo, o sol de sua vida nunca poderá brilhar através das nuvens pesadas que o obscurecem.
Sejam quais forem os obstáculos, usem-nos como um trampolim para seu crescimento e continuem a avançar com coragem, enfrentando todas as dificuldades. Por favor, continuem avançando com firmeza e tenacidade.
Não percam a esperança nem se desesperem por questões passageiras. A vida é longa. Mesmo que se sintam angustiados com os problemas, mesmo que tenham cometido alguns erros ou que tenham algo do que se arrepender, ainda tem todo o futuro pela frente. Não se tornem pessoas pobres de espírito que se desmoronam facilmente diante das dificuldades.”
Trechos do livro Juventude, Sonhos e Esperanças-Daisaku Ikeda


Os três venenos
” É natural ter problemas, cometer erros e sentir-se arrependido. O importante é não ser derrotado. Em meio ás suas preocupações e lutas, sempre olhem para frente e avancem.

Guerras, fome, epidemias, devoção à religião heréticas - quais são os venenos e qual o papel dos mesmos nas situações acima descritas?

AVAREZA: Que também pode ser entendida como ganância, vem do desejo demasiado de conseguir algo, claro que a pessoa tomada pelo sentimento de avareza vai estar disposta a adquirir as coisas a qualquer custo e de qualquer maneira, não se importando com o fato de que o seu desnecessário benefício venha a ter um resultado de malefícios aos outros.

IRA: É um estado de raiva, de cólera, que se caracteriza pela manifestação explícita dos sentimentos de rancor, abominação, etc.
As pessoas neste estado de vida baixíssimo, munidas de tal veneno, podem começar a causar, pela ira, discórdias, brigas, bem como incidir nos atos de ofender, ferir as pessoas, outras chegando até a matá-las.

ESTUPIDEZ: Ou tolice, covardia; a pessoa neste estado não consegue distinguir a conduta certa da errada, com isso pensa sempre que os seus atos estão corretos e atos dos outros, não.

A estupidez se mostra também nos casos em que pessoas, agindo como animais, ou seja, por instinto, ameaçam as pessoas fracas e se mostram intimidados com os mais fortes.

As pessoas tomadas pela avareza estão no estado de fome, as que estão dotadas pela ira, estão no estado mais baixo que é o do inferno, enquanto que o estado que se apresenta em relação à estupidez é o estado de animalidade.

Estes três exemplos eclodem em guerras, epidemias, conflitos, competições, pensamentos e ações egoísticas, quebrando as normas sociais e nos aproximando do estado em que estão os animais.

Todos nós, em maior ou menor escala, temos em nós esses venenos, e a única maneira de nos livrarmos deles é ir em busca da conquista de um coração puro, fato este que só será realizado se praticarmos o verdadeiro budismo de Nitiren Daishonin e nos empenharmos no sentido de propagar este verdadeiro Budismo, por meio da realização de Shakubuku                                         
Veja mais artigos de destaque                               



Por que Nitiren Daishonin é chamado de Buda Original?

O que é a BSGI?

A BSGI (Associação Brasil SGI) representa a Soka Gakkai Internacional no Brasil, foi fundada em 1960 por Daisaku Ikeda.
Todo o trabalho da organização é promovido por voluntários que se converteram ao Budismo de Nitiren Daishonin e se tornaram membros da BSGI ou que, mesmo não sendo filiados nem convertidos são simpatizantes que compartilham de seus ideais humanísticos.
                                                            
                                    
O que significa Buda?




O Buda representa a pessoa que despertou para o aspecto real da vida e do universo. Literalmente, "Buda" significa "iluminado". De Sakyamuni a Nitiren Daishonin, o budismo atravessou fronteiras, seguindo pelo Caminho da Seda. Muitos estudiosos desenvolveram teorias tendo como base o Sutra de Lótus. Entretanto somente Nitiren Daishonn viveu as profecias deixadas por Sakyamuni de que dois mil anos após a sua morte nasceria um Buda que revelaria a realidade máxima da vida, descrita em seus ensinos.
Buda não é uma estátua, ou uma divindade, ou um ser extra-terreno. Buda é um estado de vida, o maior estado de vida, onde manifestá-lo nos enche de sabedoria, coragem e benevolência.
O que é a Soka Gakkai?

A Soka Gakkai (Sociedade de Criação de Valores Humanos) foi fundada em 1930 pelo educador Tsunessaburo Makiguti (1871-1944) após se converter ao budismo de Nitiren Daishonin, dois anos antes, com o intuito de promover a criação de valores humanos por meio da educação.
Após a morte de Tsunessaburo Makiguti, Jossei Toda (1900-1958) tomou posse como segundo presidente e ampliou seu campo de atuação, que anteriormente era restrito à educação. Toda lideru a organização durante sete anoe e concretizou a conversão de 150 mil famílias. Após o seu falecimento em 1958, Daisaku Ikeda assumiu a presidência em 1960 e viajou para o mundo a fim de propagar o budismo. Aos poucos foi estabelecendo organizações em vários países.
Entre algumas açoes da Soka Gakkai em conjunto com a ONU destacam-se auxílio a refugiados, realização de exposições altruísticas, entre outras atividades conjuntas.

Qual o principal propósito do budismo de Nitiren Daishonin?


O Budismo de Ntiren Daishonin mostra que as circunstâncias da vida são decorrentes de causas que a própria pessoa fez nesta ou em outras existências, e seu efeito somente será amenizado ou transformado por meio da recitação do NAM MYOHO RENGUE KYO.
Esse conceito nos proporciona um claro entendimento do porque das diferenças, em todos os aspectos, existentes entre as pessoas desde o nascimento.

Quem foi Nikko Shonin?

O discípulo mais fiel de Nitiren Daishonin que recebeu seus ensinos após o seu falecimento no dia 13 de Outubro de 1282.
Cartas de nitiren daishonin


É agora o último período de dez dias do décimo primeiro mês. Enquanto estava vivendo em Kamakura, na Província de Sagami, eu pensava que a mudança das quatro estações era igual em todas as províncias, mas nos dois meses que se passaram desde que cheguei nesta província do norte, Sado, os ventos congelantes estiveram soprando sem pausa, e embora haja ocasiões em que o gelo e a neve param de cair, jamais se vê a luz do sol. Sinto os oito invernos gelados em meu presente corpo.Os corações das pessoas aqui são como os dos pássaros e animais; não reconhecem nem soberano, nem mestre ou pais. Muito menos distinguem a verdade do erro no Budismo, ou os bons mestres dos maus. Porém, não direi mais nada disto.Quando mandei de volta a Teradomari o sacerdote leigo que o senhor havia enviado no décimo dia do mês para acompanhar-me, escrevi e confiei-lhe certos ensinos para o senhor. Como provavelmente deve ter suposto a partir dos mesmos, o advento da Grande Lei já está diante de nossos olhos. Nos mais de dois mil e duzentos anos desde a morte do Buda, em toda a Índia, China, Japão e no mundo inteiro,[conforme afirma o Grande Mestre Tient'ai: "Vasubandhu e Nagarjuna perceberam claramente a verdade em seus corações, mas não a ensinaram. Ao invés disso, eles pregaram os ensinos Mahayana provisórios, que eram adequados às suas épocas". Tient'ai e Dengyo deram uma indicação geral da mesma, mas deixaram a sua propagação para o futuro. Agora esta Lei secreta, a única grande razão pela qual todos os Budas fizeram o seu advento, será disseminada pela primeira vez neste país. E, não é Nitiren a exata pessoa que a propaga?Os augúrios de sua ascensão já surgiram. O grande terremoto da passada era Shoka foi um grande presságio de uma espécie jamais presenciada em épocas prévias, algo totalmente sem precedentes nas doze gerações de governo divino, nos noventa reinados de imperadores humanos, e nos dois mil e duzentos anos e mais desde a partida do Buda.O capítulo Jinriky[do Sutra de Lótus] afirma: "Porque [haverá aqueles que] sustentarão fielmente este sutra após a morte do Buda, todos os Budas se alegram e exibem seus ilimitados poderes místicos". Este também se refere a "todas as leis do Buda". Uma vez que esta grande Lei se propagar, os ensinos pré-Sutra de Lótus bem como todo o ensino teórico do Sutra de Lótus não mais proverão nem mesmo o menor benefício.O Grande Mestre Dengyo declara:"Quando o sol se levanta, as estrelas ficam escondidas". E o prefácio escrito pelo sacerdote Tsun-shih diz: "No ínicio dos Últimos Dias da Lei, [o Budismo levanta-se no leste e] ilumuna oeste". Essa grande Lei já apareceu. Os sinais prenunciando o seu advento superam em muito os de eras prévias. Ponderando o significado disso, percebo que é porque o tempo[ para a propagação] chegou. O Sutra afirma:"[Entre esses bodhisattvas] eram quatro que lideravam a multidão toda. O primeiro chamava-se Jogyo...". Também diz: "Aquele que é capaz de sustentar este sutra na era maléfica dos Últimos Dias da Lei...", e "Pegar o Monte Sumeru e atirá-lo longe..". Gostaria que reunisse e mantivesse juntos num local os cinco cadernos que lhe mencionei, os quais contém passagem essenciais dos vários sutras e do "Daitido Ron".Por favor, assegure que as passagens essenciais dos tratados e comentários também não se tornem dispersos e perdidos. Diga aos sacerdotes jovens para não negligenciarem seus estudos. Não deve lamentar muito amargamente o meu exílio. Os capítulos Kanji e Fukyo afirmam claramente[que o devoto do Sutra de Lótus enfrentará perseguições]. A vida é limitada, e não devemos poupá-la. Aquilo a que devemos aspirar, afinal, é a terra do Buda.
Nitiren
No vigésimo terceiro dia do décimo primeiro mês do oitavo ano de Bun'ei (1271).


-A abertura dos olhos

Abertura dos Olhos Kaimoku Sho
Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos e maldades, desde que não se crie a dúvida no coração, atingiremos naturalmente o estado de Buda. Não duvidem dos benefícios do Sutra de Lótus, mesmo que não haja a proteção dos céus. Não lamentem a ausência de segurança e tranqüilidade na vida presente. Embora tenha ensinado dia e noite a meus discípulos, todos, criando a dúvida, abandonaram a fé. O que é costumeiro no tolo é esquecer nas horas cruciais o que prometera nas horas normais.




RESUMO E CENÁRIO HISTÓRICO




A “Abertura dos Olhos” é uma das cinco mais importantes escrituras de Nitiren Daishonin, a qual revela a sua identidade como o Buda dos Últimos Dias da Lei, possuidor das Três Virtudes de soberano, mestre e pais. É datada de fevereiro de 1272, quando Daishonin encontrava-se sob uma severa condição, exilado na Ilha de Sado, e endereçada a Shijo Kingo, um dos seus discípulos de maior destaque na região de Kamakura que, como samurai, servia ao clã Hojo. Por ocasião da Perseguição de Tatsunokuti, ocorrida em 12 de setembro do ano anterior, Shijo Kingo havia acompanhado o seu mestre até o local da execução com a decisão de morrer ao seu lado e testemunhou o grande triunfo de Daishonin. Mesmo após o exílio à longínqua Ilha de Sado, Shijo Kingo o visitou pessoalmente, além de enviar-lhe diversos materiais e oferecimentos por intermédio de seus mensageiros. Nesta época, muitos dos discípulos de Daishonin também foram perseguidos com a desapropriação de suas terras e banidos de seus feudos pelas autoridades, demitidos do serviço pelos lordes, expulsos de suas famílias ou então penalizados com o pagamento de altas taxas. Diante dessas adversidades, muitos acabaram duvidando da prática do budismo. Por outro lado, Daishonin também foi alvo de difamações por parte das pessoas em geral e até mesmo de seus seguidores com críticas como: “Se ele é o devoto do Sutra de Lótus, por que razão não é protegido pelos deuses budistas?” Essa escritura é uma resposta a essas críticas e dúvidas, e revela que o fato de Daishonin sofrer grandes perseguições nada mais é do que o cumprimento das profecias do Sutra de Lótus. Por essa razão, intitulou essa escritura “Abertura dos Olhos”, que significa abrir os olhos cegos das pessoas por causa do seu egoísmo e de sua ignorância. No budismo, geralmente os termos “Abertura da Luz”, “Abertura da Inteligência” e “Abertura da Luz da Inteligência” são freqüentemente substituídos por “Abertura dos Olhos”. Assim, Nitiren Daishonin escreveu esta carta para revelar que ele era o verdadeiro devoto do Sutra de Lótus que mantinha a mais correta prática do budismo, além de declarar que era o Buda dos Últimos Dias da Lei, revelando o Objeto de Devoção em termos de pessoa.
"Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos e maldades, desde que não se crie a dúvida no coração, atingiremos naturalmente o estado de Buda".
Esta é uma frase de incentivo e de orientação para todos os discípulos bastante conhecida da escritura “Abertura dos Olhos”, na qual Daishonin ensina as razões da ocorrência de severas perseguições e que o estado de Buda é alcançado quando se mantém a fé sem criar dúvidas. Na época, paralelamente à Perseguição de Tatsunokuti e ao exílio na Ilha de Sado sofridos por Daishonin, seus discípulos também foram atingidos por inúmeras perseguições. Muitos deles, só pelo fato de serem seguidores de Daishonin, foram expulsos de seu feudo, de suas casas e de suas propriedades, as quais foram tomadas pelas autoridades. Diante disso, muitos criaram a dúvida e outros abandonaram a prática da fé temendo perseguições. Nessas circunstâncias, Daishonin dedicou esta frase aos seus seguidores, iniciando por “Eu e meus discípulos”, mostrando que tanto ele como seus discípulos podem atingir infalivelmente o estado de Buda desde que mantenham a inabalável prática da fé mesmo diante das terríveis adversidades. Sem dúvida, um dos pontos fundamentais no Budismo de Nitiren Daishonin é o da unicidade de mestre e discípulo. Por meio da realização concreta do seu próprio estado de Buda, Daishonin demonstra aos seus discípulos o verdadeiro caminho para a iluminação. Nesta frase da escritura, Daishonin deixa claro que o ponto comum nesta unicidade de mestre e discípulo é justamente a atitude da fé sem criar dúvidas no coração. E, quando mantemos esta verdadeira fé, nos assegura a certeza do estado de Buda. As dificuldades e os obstáculos enfrentados para sustentar a fé no Budismo de Daishonin correspondem à “Amenização do Efeito Cármico”, isto é, os efeitos do mau carma recebidos de forma amenizada. Portanto, passando por essas circunstâncias pode-se transformar a vida e estabelecer a felicidade absoluta nesta existência. Assim, quando ocorrem severas dificuldades, estas devem ser acatadas como uma boa oportunidade para se atingir a iluminação e fortalecer a decisão na prática da fé. Em uma orientação, o presidente Ikeda afirma: “Daishonin escreveu estas palavras: ‘Quanto maiores as dificuldades que lhe ocorrerem, maior a satisfação que ele (devoto do Sutra de Lótus) sentirá por causa de sua forte fé’. Não importando o quanto sejam golpeadoras as ondas que encontrarmos, é importante que desafiemos de frente com coragem. É crucial não fugirmos de nossos problemas nem nos entregarmos à covardia. Enfim, o único caminho que leva à vitória é nos tornarmos fortes. Quanto maiores forem as dificuldades que enfrentarmos, maior será a glória a nos aguardar, e também mais grandiosos serão a boa sorte e o benefício que acumularemos na vida. Vamos avançar com o espírito de que ‘não há nenhuma ocasião em que a justiça falte’.”




  • --10 Estados De Vida
  • 1. Estado de Inferno (Jigoku)
  • 2. Estado de Fome (Gaki)
  • 3. Estado de Animalidade (Tikusho)
  • 4. Estado de Ira (Shura)
  • 5. Estado de Tranqüilidade (Nin)
  • 6. Estado de Alegria (Ten)
  • 7. Estado de Erudição (Shomon)
  • 8. Estado de Absorção (Engaku)
  • 9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu)
  • 10. Estado de Buda (Butsu)


Os Dez Estados indicam os dez estados que uma única entidade de vida manifesta com o passar do tempo. O fator principal na condição essencial dos Dez Estados é a sensação subjetiva experimentada pelo “eu” nas profundezas da vida, a reação a coisas e fatos externos que disparam a oscilação entre esses estados de vida.

1. Estado de Inferno (Jigoku): É o estado em que as pessoas são dominadas pelo impulso de destruir e de arruinar a todos, incluindo a si próprias

2. Estado de Fome (Gaki): É o estado dominado por desejos egoístas e ilimitados de riqueza, fama e prazer, os quais nunca são realmente satisfeitos.


3. Estado de Animalidade (Tikusho): Nesse estado, as ações são direcionadas para a autoconservação e o benefício imediato, segue-se a força dos desejos e dos instintos, faltando sabedoria para controlar a si próprio.

4. Estado de Ira (Shura): Estando consciente de seu próprio “eu” mas sendo egoísta e impelido pelo espírito competitivo de dominar, a pessoa não consegue compreender as coisas como são exatamente e menospreza e viola a dignidade dos outros. A maldade é o estado de Ira.

5. Estado de Tranqüilidade (Nin): A serenidade é o estado de Tranqüilidade. Esse é o estado em que se consegue controlar temporariamente os próprios desejos e impulsos fazendo uso da razão, levando uma vida pacífica em harmonia com o meio ambiente e com as outras pessoas.

6. Estado de Alegria (Ten): É a felicidade que se experimenta da satisfação de um desejo ou de uma luta vitoriosa.


Os seis estados, do Inferno à Alegria, são manifestados por meio de impulsos ou desejos, mas são totalmente controlados pelas restrições impostas pelo ambiente e são também extremamente vulneráveis às circunstâncias instáveis. Ambos surgem da relação entre a vida e os fatores externos que a rodeiam.
Por essa razão, quando o equilíbrio da vida é perturbado, a tranqüilidade e o contentamento inevitavelmente se afundam no estado de Inferno, Fome, Animalidade ou Ira.


A função do budismo é despertar nas pessoas para a realidade máxima da vida que se encontra sob os desejos e impulsos para que possam manter conscientemente o equilíbrio na vida. Em alguns casos, as pessoas compreendem essa realidade por meio dos ensinos de seus antecessores e em outros tentam compreendê-la intuitivamente pela observação dos fenômenos naturais. O estado de vida do primeiro grupo é chamado Erudição, e o do segundo, Absorção.


7. Estado de Erudição (Shomon): O estado de Erudição é uma condição experimentada quando se empenha para conquistar um estado de contentamento e de estabilidade duradouro por meio da auto-reforma e do desenvolvimento. De forma concreta, Shomon é o estado no qual a pessoa dedica-se a criar uma vida melhor pelo aprendizado das idéias, conhecimento e experiências dos predecessores e contemporâneos.

8. Estado de Absorção (Engaku): Esta condição é semelhante ao estado de Erudição, uma vez que ambos indicam o empenho para a auto-reforma. No entanto, o que distingue o estado de Aborção do estado de Erudição é que em vez de tentar aprender das realizações dos predecessores, tenta-se aprender o caminho para a auto-reforma por meio da observação direta dos fenômenos.


A Erudição e a Absorção surgem quando a pessoa tenta conscientemente compreender a verdade máxima da vida. No entanto, se os esforços forem direcionados apenas para o auto-aprimoramento, qualquer verdade obtida nunca deixará de ser apenas parcial.

Cada forma de vida está inseparavelmente ligada a todos os outros seres e coisas no Universo porque a realidade máxima da vida que sustenta todas elas é una com a vida do Universo. Conseqüentemente, na tentativa de obter uma visão completa e global da verdade da vida, as pessoas devem compreender primeiro que elas não podem existir separadamente dos outros seres vivos e depois devem se identificar com as dores dos outros a ponto de empenharem-se totalmente para atenuarem os sofrimentos daqueles que estão ao seu redor.

9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu): é a expressão da total devoção em ajudar e apoiar os outros e indica uma vida cheia de compaixão.

As pessoas dos estados de Erudição e Absorção tendem a carecer de compaixão, chegando a extremos na busca de sua própria perfeição. Em contraste, um bodhisattva descobre que o caminho para a auto-perfeição encontra-se unicamente no ato de compaixão — de salvar as outras pessoas do sofrimento.


10. Estado de Buda (Butsu): Essa condição é alcançada quando se obtém a sabedoria para compreender a essência da própria vida e da dos outros, a infinita compaixão para direcionar constantemente as atividades para objetivos benevolentes, o eu eterno perfeito e a total pureza da vida que nada pode corromper, que continua em perfeita harmonia com o ritmo do Universo e existe desde o infinito passado até o eterno futuro.


O estado de Buda é o estado ideal que pode ser atingido por meio da prática budista. Já que nenhum estado de vida é estático, não se pode considerar o estado de Buda como um objetivo final, ao contrário, essa é uma condição experimentada nas profundezas do próprio ser ao se empenhar continuamente com benevolência na vida diária.
Em outras palavras, o estado de Buda aparece na vida diária como as ações de um bodhisattva — boas ações ou atos benevolente.

Com a sincera recitação do Nam-myoho-rengue-kyo elevamos nossa condição de vida, pois ao recitarmos o Daimoku entramos em contato com o estado de Buda, estado que passa a nos acompanhar no dia a dia e assim ficamos quase que automaticamente em sintonia com os níveis de vida mais elevados, sem mesmo notarmos as suas variações e mudanças. Passamos a pensar, falar e agir com uma positividade que o universo registra... e responde. Negatividades, reclamações, falta de estímulo e outras situações do tipo passam a quase não mais fazer parte das nossas vidas até desaparecerem por completo.

Em uma de suas escrituras, Nitiren Daishonin fala da força do Nam-myoho-rengue-kyo da seguinte forma:
"O Nam-myoho-rengue-kyo é como o rugido de um leão. Que doença pode, portanto, ser um obstáculo?"



                                  O poder do daimoku 

"Ainda que estejamos nas profundezas do inferno, o poder do Daimoku nos capacita a mudar nossas circunstâncias para uma condição iluminada. Portanto, cada um de vocês pode alcançar infalivelmente uma vida de absoluta vitória e insuperável glória."
Por favor, desafiem a si próprios com orgulho e com convicção onde quer que estejam. Aqueles que decidem que “Este é o caminho que irei seguir! Observem-me e verão como irei transformar minha vida!” são pessoas fortes. Ninguém pode superá-los.
A felicidade encontra-se em nosso interior. Não há necessidade de se comparar aos outros.
No Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), Nitiren Daishonin declara: “Recitar o Nam-myoho-rengue-kyo é adentrar no palácio da própria vida.” (Gosho Zenshu, pág. 787.) Cada pessoa possui um vasto e insuperável palácio interior — uma “galeria da fama” pessoal e resplandecente com infinitos tesouros do Universo. Quando abrimos o portão desse palácio, no exato local onde nos encontramos neste momento, podemos encontrar a felicidade. Conseqüentemente, não há nada a temer, nem razão para invejar os outros, sejam quais forem os motivos.
No Budismo de Nitiren Daishonin, não há lugar para a autocomiseração nem para a lamentação e tampouco para o pessimismo. Os senhores serão os próprios perdedores se se deixarem dominar por esses sentimentos negativos.
Vamos superar todas as adversidades desafiando a nós próprios e conquistando uma feliz e prazerosa vitória! Pelo bem do Kossen-rufu!
(BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 1513, PÁG. A3, 26 DE JUNHO DE 1999)
Portanto, quando recitamos uma vez Myoho-rengue-kyo, com esse simples som chamamos e manifestamos a natureza de Buda de todos os budas; todos os darmas; todos os bodhisattvas; todos os discípulos shomon; todas as divindades como Bonten, Taishaku, Rei Emma; o Sol, a Lua, as miríades de estrelas, os deuses celestiais e divindades terrenas, descendo aos habitantes do inferno, espíritos famintos, bestas, asuras, humanos, deuses e todos os seres vivos. Esse benefício é imensurável e ilimitado.(Ibidem, pág.230.)
Como é infinito o poder do nosso Daimoku, o som da Lei Mística! O nosso Daimoku pode ativar e extrair a natureza de Buda extremamente nobre que se encontra inerente em todos os seres vivos de todo o universo. É por isso que nos é possível transformar qualquer situação, por pior que seja, em solicitação de proteção as divindades celestes, para transformar tudo o que está ao nosso redor em nosso aliado.
(BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 1348, PÁG. 3, 16 DE DEZEMBRO DE  1995
                                                       Lei de causas e efeitos
O budismo ensina que a felicidade humana baseia-se na Lei de Causa e Efeito. Diferentemente do conceito de causalidade nas ciências naturais e sociais, o princípio budista de causa e efeito considera em primeiro lugar a vida da pessoa.

Suponhamos que um aluno estude bastante para um exame e passe com notas altas. O estudo aplicado é a causa e ser aprovado, o efeito. Mas há sempre algum meio que liga a causa ao efeito, e neste caso o meio é o ato de prestar o exame. Tal meio funciona de duas formas: produz um efeito e contribui para formar uma nova causa. No entanto, a mesma quantidade de esforço não necessariamente leva aos mesmos resultados. Alguns estudantes têm naturalmente boa memória, ao passo que outros tendem a esquecer as coisas rapidamente. A questão mais importante é o que produz essas diferenças entre os indivíduos. O budismo atribui a causa ao modo de vida nas existências anteriores. A individualidade e as habilidades naturais são os efeitos das causas realizadas em existências anteriores.

Neste sentido, o budismo é muito diferente da doutrina de algumas religiões ocidentais que sustentam que um ser transcendental predetermina o curso de vida das pessoas neste mundo. O budismo afirma que cada indivíduo é responsável por seu próprio destino e tem ao mesmo tempo a prerrogativa para mudá-lo para melhor e desenvolver seu caráter no futuro. Isso significa que a pessoa com memória fraca não tem de se resignar ao seu destino. Se sabe de seu ponto fraco, pode iniciar os preparativos para um teste bem antes dos outros para que possa memorizar completa e eficazmente as matérias. Assim, poderá superar sua desvantagem. Em vez de depender de sua memória fraca, pode compensá-la aumentando sua compreensão. Estando ciente de seus próprios potenciais, fraquezas e inclinações, é possível desenvolver os pontos fortes e melhorar os fracos. Esta é a maneira correta de superar as limitações do destino. Mesmo assim, deve-se ter força suficiente para desfrutar a liberdade fazendo com que a Lei de Causa e Efeito atue em benefício próprio.

Nitiren Daishonin elucidou a forma de aumentar a própria energia vital e sabedoria para poder atingir a liberdade que está muito além do que se pode atingir apenas com um esforço consciente. Uma vez que o destino é o produto, ou o efeito, dos esforços passados determinados pela lei da causalidade, não se pode evitar seus efeitos. Contudo, a pessoa não deve se resignar. Se permanecer firme no leito do rio da vida, a Lei Mística, que é a entidade da vida, e não apenas as torrentes do carma, ou destino, podem conduzi-lo. Estabelecendo uma base inabalável, pode-se obter a liberdade de agir de acordo com a própria vontade.

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